Uso de energia nuclear é tema na Comissão de Meio Ambiente

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A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável realizou, quinta-feira última, audiência pública para debater a situação da energia nuclear pós Rio+20. O debate foi proposto pelo presidente da Comissão, deputado Penna (PV-SP). O parlamentar destaca que o desastre com a usina nuclear de Fukushima, no Japão, tem sido um exemplo mundial de como a energia nuclear é insegura. “Casos como esse foram amplamente debatidos na Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20. Há um consenso entre técnicos, especialistas, estudiosos, ambientalistas, ONGs que a geração de energia por fonte nuclear tem os seus dias contados”, afirma o deputado.

Penna entende que o resultado final da Rio+20 foi considerado pífio por muitos, mas que a reunião paralela mostrou que a sociedade civil está organizada e exigindo mudanças precisas. “Uma delas é quanto ao Programa Nuclear Brasileiro. Se vários países do mundo repensaram seus programas após Fukushima, por que o Brasil insiste em usinas nucleares, que são caras, inseguras, perigosas e ultrapassadas?”, esclarece.

Foram convidados:

-o 1º Vice-Presidente da CMADS e Coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, dep. Sarney Filho (PV-MA);
- o representante da Coalizão contra as Usinas Nucleares no Brasil, Chico Whitaker;
- o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e representante da Articulação Antinuclear Brasileira, Heitor Scalambrini; 
- a procuradora da República e coordenadora do Grupo de Trabalho Energia Nuclear da 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal (MPF), Gisele Elias de Lima Porto Leite;
- o monge budista e estudioso do tema Ademar Kyotoshi Sato; 
- e representante do Conselho Nacional de Política Energética.

Fonte: Agencia Câmara de Notícias

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