Sobre Ghandi e sua política de não violência: por Eduardo Jorge Martins Sobrinho

Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho*

Transcrição da palestra proferida por Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho, realizada no Centro Cultural da Índia, em São Paulo, no dia 30 de janeiro de 2013 , por ocasião do 65º ano da morte de Mahatma Gandhi, em sessão promovida pelo Consulado da Índia, o Centro Cultural da Índia e a Associação Palas Athena.

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“Boa noite. Quero agradecer o convite da Associação Palas Athena, da Lia Diskin, do Consulado e do Centro Cultural da Índia. Eu vim aqui porque a Lia pediu. Não tenho tanta intimidade com Gandhi, como tem o João Signorelli (também integrante da mesa), que conhece tudo dele. Anotei algumas palavras em sânscrito, que vou utilizar. Repito que não tenho tanta intimidade com uma pessoa tão grande para a humanidade como Gandhi, mas, como a Lia colocou, é importante que alguém da política brasileira fale de como isso impactou a sua vida, nesses 40, 50 anos. É uma visão de uma pessoa do ocidente, de formação cristã, influenciado, fortemente, pelo capitalismo e pelo socialismo. Nossa formação foi marcada por essa forma de viver, uma sociedade onde a cultura da violência, a lei do mais forte, desde antes dos romanos, é a que vigora. Então, é difícil para mim perceber o que significou e o que continua significando a pessoa de Gandhi. Mas, se tenta.