Secretaria do Verde de Campinas quer avião para combater crimes ambientais

Secretaria do Verde de Campinas quer avião para combater crimes ambientaisA Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de Campinas planeja comprar um veículo aéreo não tripulado (‘drone’), recurso usado pela Força Aérea Brasileira (FAB) nos trabalhos de segurança durante a Rio +20 e a Copa das Confederações, para combater crimes ambientais.

A primeira ação de vigilância de eventos internacionais usando os miniaviões foi no ano passado, quando o Brasil sediou a Rio+20 (Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável). A segurança do espaço aéreo brasileiro durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 deve ter apoio de pelo menos seis veículos aéreos não tripulados.

De acordo com o secretário do Verde e Desenvolvimento Sustentável, Rogério Menezes (PV), o equipamento custará até R$ 265 mil e deve estar disponível em junho de 2014, para o monitoramento da Área de Proteção Ambiental. Menezes argumentou que “o processo de aquisição começa até o fim de setembro. Essa aeronave fará o mapeamento dos terrenos, a cada três meses, ao registrar imagens em alta resolução. O trabalho começará na região com patrimônio natural e que abrange 27% do terreno do município, pois a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ainda não permite operações com o miniavião nas áreas urbanas”.

Segundo o secretário, “o veículo previsto pela administração é um modelo intermediário, entre os disponíveis no mercado, direcionado por controle remoto e que ainda poderá ser associado a uma câmera hiperespectral. Ele estará ligado aos setores de planejamento, licenciamento e fiscalização. Esta tecnologia vai melhorar os resultados. Hoje são oito fiscais ambientais para uma área grande de preservação, sem contar que 51% do território está em área rural”.

Em relação ao uso da câmera, Rogério Menezes explicou que ela será usada durante voos de helicóptero, até que a Anac desenvolva a regulamentação para uso em áreas densamente povoadas. Segundo a assessoria da agência, por enquanto os casos são estudados individualmente e o documento deve ser finalizado em 2014. Os crimes mais recorrentes no município são as intervenções em áreas de preservação permanente, casos de animais silvestres mantidos sem autorização do Ibama, além do descarte irregular de entulhos.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de Campinas

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