“O PV é um partido limpo e atrai militantes pelo conjunto de suas propostas”, afirma João Artur Camargo

Por Marco Sobreiro
Secretário estadual da Juventude do PV entre 2016 e 2019 e atualmente membro da Executiva Estadual do partido, João Artur Camargo de Oliveira conhece bem os militantes que passam a integrar a legenda. Formado em Ciências Sociais e pós-graduado em Ciência Política, ele afirma que o PV é um partido que conseguiu se manter afastado dos escândalos de corrupção no Brasil e sobrevive bem em uma época marcada por uma forte polarização ideológica entre direita e esquerda.
“O PV é um partido limpo e atrai militantes pelo conjunto de suas propostas. A pauta ambiental, a cultura criativa e a sustentabilidade atraem todas as pessoas, principalmente os jovens. E é uma militância espontânea, natural, as pessoas se aproximam da legenda porque querem uma sociedade melhor para todos, com um desenvolvimento equilibrado. Não é uma participação paga ou movida por interesses”, explica, recordando-se do tempo em que coordenou a Secretaria Estadual de Juventude do PV.
João Artur trabalhou diretamente na formação dos novos quadros do PV. E ele próprio é um exemplo do que prega. Aos 18 anos, decidiu se filiar a um partido político, por entender que era importante oferecer alguma contribuição à sociedade. Esse desejo de trabalhar e ajudar o próximo levou-o a conhecer o estatuto e as propostas do PV, o que acabou resultando em sua filiação, em 2007. Paralelamente, João Artur cursou Ciências Sociais, ingressou no movimento estudantil e gostou da experiência – numa demonstração clara de que a política faz parte de sua personalidade.
Apesar disso, nunca concorreu a cargos públicos. Nesses 13 anos de PV, João Artur divulgou os valores do partido e participou ativamente de todas as eleições, mas não necessariamente ligado de forma direta a uma liderança específica da legenda. É isso o que ele fará novamente nas eleições municipais deste ano: “Vamos trabalhar nas ruas, conversando com as pessoas e mostrando a importância das causas que o PV defende, afinal estamos falando sobre o futuro do planeta”, observa.
Sua formação como sociólogo permite uma análise fria e técnica sobre a polarização que toma conta da política brasileira. Para João Artur, a população já esta cansada da troca constante de farpas e de acusações entre direita e esquerda. Ele acredita que há espaço para o surgimento de uma terceira via, que no caso pode ser o PV. “Vai chegar um momento em que o Brasil precisará de um processo de conciliação política, e o PV pode se colocar nessa posição, desde que mantenha sua pauta, que está baseada na defesa do meio ambiente e um uma gestão pública eficiente”, frisa.
Natural de Elias Fausto, no interior paulista, João Artur trocou a vida pacata da cidade pequena pela ritmo acelerado e estressante da capital paulista. Mas depois de ter estudado e de trabalhar em São Paulo, hoje está acostumado e frequentemente visita o local onde nasceu. “Estou sempre indo e voltando, mas gosto disso. Sou do interior de São Paulo e tenho orgulho disso, mas hoje me sinto em casa quando estou na capital”, finaliza.