Notícias Verdes Planetária de 22 a 31.07.2013

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Verdes da Gringa

Notícias Verdes Planetária

Ano I – Nº 4 – Edição eletrônica de 22 a 31.07.2013 – Editado e Distribuído por Claudio Turtelli

O olhar verde sobre as prioridades políticas da União Europeia

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Os Verdes Europeus estão se prepa-rando para, um dia, dirigir os destinos do continente. Uma prova está no trabalho que a Fundação Verde Euro-peia vem realizando. Recentemente a Fundação publicou um minucioso relatório analítico com as principais propostas que a União Europeia formulou no campo da política externa e de relações de comércio, para 2013.

O relatório em questão propicia uma visão ampla da posição dos Verdes Europeus sobre estas políticas específicas. Entre os principais aspectos analisados estão: o acordo de livre comércio com os EUA; os conflitos comerciais com a China; as questões de direitos humanos na Rússia, Síria e Egito, entre outros.

O relatório também discorre sobre as prioridades da União Europeia em matéria de emprego e prestação de serviços sociais, bem como a regulação bancária e dos mercados financeiros, além de abordar outros temas como, direitos fundamentais, agricultura, alimentos, pesca e energia.

Paralelamente e com o mesmo foco, na semana que passou, a Fundação realizou a 4ª edição do seu Seminário Transnacional sobre os Fundamentos da União Europeia que teve como objetivo sensibilizar os participantes sobre os papéis das diferentes instituições do Bloco e os atores não-institucionais. Depois de ter discutido a reforma da Política Agrícola e a Democracia Europeia no ano passado, o seminário deste ano abordou, como tema central, a política energética da UE.

Diga-se de passagem, o movimento dos verdes na Europa serve como um ótimo exemplo de atitude, dedicação e objetividade para os verdes de todo o planeta. Mesmo porque, não há outra maneira de ganhar a confiança de uma sociedade, sem ter visão e ponto de vista detalhado sobre as políticas públicas que estão em andamento ou aquelas que precisam ser implementadas. Discutir e praticar governo e governança, requer capacidade de ação e projetos eficazes que vão de encontro aos anseios de um coletivo. Em relação ao PV Europeu, não há a menor dúvida que os parâmetros para uma possível posição de governo estão sendo seguidos.

Para se ter uma ideia do objetivo almejado, o bloco União Europeia representa mais de 25% do PIB mundial e um quinto do comércio praticado no planeta. Trata-se de um importante ator político e econômico no cenário global. É quem mais contribui em ajudas humanitárias, um ator cada vez mais ativo na prevenção de conflitos, bem como em convenções ambientais e de cunho econômico, tais como a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e o G8/20.

Um empresa verde para mudar o paradigma dos supermercados

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Três jovens empreendedores da Breta-nha, cidade localizada a oeste da França, tiveram uma genial ideia – lutar contra o desperdício de alimentos perecíveis nos supermercados locais e ajudar o consumidor a pagar menos por esses produtos – o que se transfor-mou, com sucesso, em um negócio econômico e socialmente viável.

A ideia é simples e racional: Ao invés de descartar, os supermercados podem vender os seus produtos perecíveis, próximos ao prazo de validade, por um preço bem me-nor. Na Europa, esta política não é seguida pela maioria dos supermercados que, por vezes, simplesmente optam por descartar toneladas de alimentos. Na França, por exemplo, 600 mil toneladas/ano de alimentos perecíveis têm como destino o lixo. Ba-seado nestes dados, os jovens empreendedores desenvolveram um programa (“desperdício zero”) criando um site, com um aplicativo que coleta todos os dados sobre tais produtos e compartilham com os potenciais consumidores.

Dois supermercados já estão enviando seus dados, todos os dias. Eventualmente, outros dois supermercados, incluindo um perto de Paris, participa do projeto. Foi viabilizada uma área especial para o programa, em cada um dos supermercados participantes, permitindo aos cidadãos encontrar todos os produtos ofertados, em um mesmo lugar. Os resultados são impressionantes: em um destes supermercados caiu pela metade a quantidade de produtos desperdiçados. Isso significa que dezenas de toneladas de resíduos deixaram de ser gerados, além de ter viabilizado um bom negócio para o supermercado, para os consumidores e para o meio ambiente.

Com a ajuda de uma diversificada rede de fomentadores, os empreendedores desenvolveram um modelo de negócio economicamente sustentável. O serviço é totalmente gratuito aos consumidores, já os supermercados pagam uma mensalidade pelos serviços prestados. Após algumas melhorias no programa, os supermercados já podem atualizar os dados sobre os alimentos ofertados diretamente no site, várias vezes ao dia. Uma aplicação para smartphones estará disponível em breve.

Além do fato do serviço prestado contribuir para redução do desperdício de alimen-tos, também está fomentando uma comunidade de pessoas que trocam dados sobre quais supermercados praticam, ou não, descontos para tais produtos. Ou seja, mais do que fazer negócios, este tipo de empreendimento ajuda a construir a tão sonhada sociedade sustentável que todos almejamos.

Energia Solar gerada no Norte da África deve abastecer Europa

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Um ambicioso projeto denominado “Desertec” deve aproveitar a energia solar nos desertos do norte da África a fim de abastecer a Europa. Alemanha, França, Itália, Espanha e Marrocos iniciaram negociações para assinar um acordo comum que regule a constru-ção de instalações solares no Marrocos, orçadas em 600 milhões de euros, prevendo a transferência de parte da energia para Europa.

O Ministro da Indústria de Marrocos confirmou os planos para assinar um acordo internacional, salientando que “a cooperação com a Europa é um pilar importante para política energética do país”. O plano de desenvolvimento do projeto inicial prevê a construção do primeiro conjunto de instalação solar fotovoltaica com uma geração de 150 Megawatt. A administração será de um consórcio que envolve mais de 50 empresas e organizações, como a gigante energética alemã RWE, o Deutsche Bank, o grupo italiano de energia Enel, Arábia ACWA Power, entre outros. Os acionistas estão dispostos a assumir a 1/3 do investimento, do total de 600 milhões de euros. O projeto está prevista para ser concluída entre 2014 e 2016.

Partido Verde quer compromisso para uma Escócia independente

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A Escócia fará um plebiscito em 2014 para decidir se fica ou não indepen-dente do Reino Unido. O meio ambi-ente por lá tem muitos problemas: poluição do ar e da água, a pesca excessiva, a perda de vida selvagem e a extração e uso abusivo de petróleo.

O Partido Verde Escocês quer um comprometimento do atual Governo, em caso de independência, no sentido de estancar a “fome insaciável” dos produtores de petró-leo, fazendo um uso mais responsável dos recursos e com muito mais critérios e inteligência. Grande parte dos membros do PV escocês apoiam a independência, porque acreditam que é vital para o meio ambiente da país. Uma chance de melhor gerir as questões ambientais, aumentando os postos de trabalho e melhorando a qualidade de vida da população. Os verdes também priorizam uma política susten-tável para os setores da pesca e da agricultura.

Líder do PV Irlandês quer investimento para mudar matriz energética

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O Líder do Partido Verde Irlandês, Eamon Ryan, está furioso com as medidas do atual Governo que pre-tende entregar € 2 bilhões da venda de ativos do Estado, que nem sequer era uma condição do programa de resgate original da divida do país.

Segundo o parlamentar, “o atual Governo Irlandês esta planejando enviar 1,5 bilhão de dólares da venda de ativos para fora do país, quando esse dinheiro poderia ser usado para buscar investimentos em novas usinas e ativos de rede. O investimento no setor de energia tem caído drasticamente nos últimos dois anos. Colocando esses € 2 bilhões de volta para o setor elétrico, possibilitará a criação de 50 mil novos pos-tos de trabalho. A mudança também melhoria a balança comercial, uma vez que aumentaria as exportações de eletricidade para o Reino Unido e diminuiria a importa-ção de combustíveis do Oriente Médio. Se investirmos o dinheiro público desta ma-neira, fortaleceremos nossas riquezas, propiciando a mudança da matriz energética que necessariamente teremos de fazer. “

PV Inglês quer a estatização do sistema ferroviário

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A única representante do Partido Verde no Parlamento do Reino Unido, Caroline Lucas, vai apresentar um pro-jeto para que o sistema ferroviário da Grã-Bretanha volte gradualmente ao domínio público, conforme as conces-sões forem expirando, ou mesmo, através de eventuais quebras contra-tuais das concessionárias.

Caroline salienta que “uma nova era de domínio público das ferrovias poderia render mais de 1 bilhão de libras por ano ao Tesouro, possibilitando melhores serviços e tarifas mais baixas para os passageiros. Hoje, 65% das concessionárias que operam linhas férreas na Grã-Bretanha são de propriedade de empresas estrangeiras. Os ingleses já foram líderes mundiais em transportes ferroviários, mas o sistema privati-zado de hoje – caracterizado por serviços de má qualidade e com tarifas mais caras da Europa – está explorando os passageiros e prejudicando a economia.

Fontes de pesquisas desta Edição: Eurogreens, Les Verts, Combaontas Glas, Green Party UK, Scottishgreens e Budis 90/ Die Grünen