Notícias Verdes Planetária de 04.11.2013

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Verdes da Gringa

Notícias Verdes Planetária

Ano I – Nº 9 – Edição eletrônica de 04.11.2013 – Editado e Distribuído por Claudio Turtelli

PV Europeu pede pela libertação imediata dos ativistas do Greenpeace

partido-verde-alemaoSobre a situação que envolve as prisões arbitrárias dos ativistas do Greenpeace pelo governo russo, o eurodeputado e co-presidente do Partido Verde Europeu, Reinhard Bütikofer, argumentou que “o direito ao protesto pacífico é um dos pilares da democracia. A detenção dos ativistas sob a acusação de pirataria é totalmente desproporcional. Tal medida mais parece ser uma tentativa de dissuadir os indivíduos e grupos de protestarem contra futuras perfurações no Ártico, sustando quaisquer medidas de sensibilização aos riscos ecológicos e ambientais de tais empreendimentos. Os Verdes Europeus estão solidários e reforçam o apelo feito pelo Greenpeace para que os seus ativistas sejam libertados. É bom que se diga: para garantir a existência do gelo no Ártico não se deve praticar a exploração econômica impensada de recursos.”

Neste sentido, há uma grande movimentação por partes de organizações e governos no continente europeu. Esta semana o governo holandês anunciou que iria tomar providências legais para garantir a libertação do “Arctic 30“, os trinta ativistas do Greenpeace que foram presos enquanto protestavam pacificamente contra a exploração de petróleo na plataforma Prirazlomnaya Gazprom, diga-se de passagem, localizada fora da costa russa. Mais e mais governos e organizações como a Anistia Internacional, WWF e a Human Rights Watch estão se juntando ao Greenpeace no intuito de libertar os ativistas e resgatar o navio.

No continente americano há também movimentações por parte de pessoas e organizações. No Brasil, por exemplo, a direção nacional do Partido Verde está se mobilizando para lançar um manifesto de apoio e solidariedade que deve ser divulgado pelos seus parlamentares, em primeira mão, nos plenários do Senado e da Câmara dos Deputados. O manifesto, que também deve ser traduzido para vários idiomas (inglês, espanhol, francês, russo, etc…), além dos trâmites protocolares normais, também circulará por todas as redes sociais disponíveis.


Partido Verde cresce na Nova Zelândia

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Os verdes da Nova Zelândia estão comemorando o ótimo resultado conquistado nas últimas eleições regionais de 2013. Conseguiram uma excelente votação na capital Wellington, assim como nas importantes cidades de Auckland, Christchurch, Dunedin e Gisborne.

Cresceram nas duas últimas eleições. Em 2011, conquistaram 10,06% dos votos, tornando-se um partido de oposição no Parlamento, com 14 deputados. Durante as eleições deste ano se posicionaram contra os planos do governo, que pretendia vender até 49% de alguns ativos estatais, incluindo empresas como a Meridian, Mighty River Power, Gênesis Energia e Air New Zealand. Contrapondo, junto com o Partido Trabalhista, os verdes garantiram 327.224 assinaturas para forçar um referendo sobre este assunto, que será realizada no início de dezembro.


Indústria do tabaco contamina Parlamento Europeu

Partido-Verde-Servio-faz-manifesto-em-apoio-a-comunidade-GLBTO Parlamento Europeu votou esta semana uma lei que traz maior controle sobre a venda de tabaco em todo o continente. O Conselho Europeu havia proposto severas restrições, mas o tamanho da advertência (anúncio) nos maços de cigarros foi aumentada para 65% (estava previsto 85%), enquanto a proibição imediata das vendas de cigarros de mentol, considerados mais palatáveis​​, agora será banida somente a partir de 2018.

Os verdes acusaram o Parlamento de estar colocando os lucros da indústria do tabaco à frente da saúde dos cidadãos europeus, denunciando os deputados de centro-direita, que votaram pelo redução das medidas necessárias. “Foi uma votação decepcionante, com a interferência descarada dos lobbies da indústria do tabaco, gastando milhões em hospitalidade e presentes para os deputados. O comitê de saúde pública do Parlamento Europeu votou pela legislação mais severa, com vista a combater o assassino n.1 na União Europeia – o tabagismo mata 700 mil europeus por ano – mas as propostas centrais foram ignoradas. O Parlamento está reduzindo a proteção da saúde pública. Está totalmente em desacordo com o seu papel ostensivo de representar os interesses dos cidadãos.”


Partido Verde faz 3,2 % dos votos na República Checa

Jovem-Verdes-apoiam-a-campanha-das-primarias-do-PV-EuropeuFaltou pouco para os verdes (Strana Zelených) conquistarem seus primeiros assentos no Parlamento da jovem República Checa. Nas eleições de 25 de outubro fizeram 3,2% dos votos para a Câmara dos Deputados, não alcançando o mínimo necessário (5%) para formar uma bancada. Contudo, nas eleições europeias do próximo ano, terão uma ótima oportunidade para se consolidar no cenário político.

A República Checa é um país da Europa Central, limitado ao norte pela Polônia, a leste pela Eslováquia, ao sul pela Áustria e ao norte e oeste pela Alemanha. A capital do país é Praga. É um Estado membro da União Europeia desde maio de 2004. Em janeiro de 1993, a Checoslováquia foi dividida em duas por decisão parlamentar. Desde então, a República Checa e a República Eslovaca (Eslováquia) são dois países independentes.


Verdes lutam contra construção de usina nuclear no Reino Unido

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O Partido Verde da Inglaterra e País de Gales e o PV Irlandês estão fazendo uma forte oposição ao governo do Reino Unido que pretende construir uma usina nuclear em Hinkley Point, área ao sudoeste da Inglaterra que tem vista para o Mar da Irlanda. Contrapondo, os verdes apontam para investimentos em eficiência energética e energias renováveis​​, cujos custos estão diminuindo rapidamente.

Os verdes acreditam que ainda é possível barrar o projeto, que envolve um grande investimento de dinheiro público e poderá ser investigado por desobediência às regras fixados pela União Europeia, relativas aos auxílios de estatais. Recentemente a Comissão Europeia declarou que não tem planos para incentivar os auxílios estatais à energia nuclear ou para torná-los mais fáceis para que os Estados-Membros concedam tal auxílio.


Nova legislação europeia sobre comercialização de sementes é nefasta

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Não é de hoje que grandes grupos econômicos tentam controlar a produção de alimentos. Também não é de hoje que os verdes, em todo planeta, denunciam a transgenia e outras ferramentas usadas para esse controle. Em meados de outubro, o Grupo Verde no Parlamento Europeu, em conjunto com a organização dirigida pela ativista indiana, Vandana Shiva, lançaram uma petição contra a nova proposta legislativa da Comissão Europeia sobre a produção e comercialização de sementes.

Martin Häusling, eurodeputado pelo Partido Verde Alemão, já havia dito que “a proposta da Comissão Europeia é um tapa na cara de todos os produtores que, há anos, se preocupam com a diversidade de espécies na lavoura e no cultivo de legumes e frutas”. Para os verdes, esta nova legislação europeia sobre a “comercialização de sementes” é uma ameaça à segurança alimentar e à democracia.

O problema crucial é que as empresas multinacionais de sementes estão monopolizando o mercado: três quartos das sementes comercializadas e utilizadas pelos agricultores são controlados por estas empresas. A legislação europeia tem o acesso cada vez mais restrito às sementes, uma vez que a agricultura industrial tornou-se o modelo dominante. Somente as variedades de sementes que se ajustam a este modelo industrial podem ser comercializadas. As sementes passam por testes complicados e caros, procedimentos de registro e, seu cultivo, depende do uso de produtos químicos.

Segundo a ativista Vandana Shiva, “esta legislação reduziu drasticamente a diversidade e variedades de sementes no mercado e isso vai se tornar uma ameaça dramática para a nossa segurança alimentar. Nós somos lembrados de que, no espírito de Gandhi, a desobediência civil é necessária, quando as leis minam os nossos direitos, privando-nos dos nossos bens comuns. As sementes são um bom exemplo. Elas são um presente da natureza e o resultado de séculos de trabalho árduo dos agricultores ao redor do planeta, que selecionaram e  conservaram as espécie de sementes existentes. As sementes são fontes da vida e o primeiro elo da nossa cadeia alimentar.”


Verdes ocuparão 10% das cadeiras do Parlamento de Luxemburgo

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O Partido Verde de Luxemburgo (Déi Gréng), conquistou seis cadeiras nas eleições nacionais de 2013, perfazendo 10,1% dos votos. Eles conquistaram assentos em todas as quatro regiões eleitorais do país. Contudo, decresceram, visto que nas eleições de 2009 haviam conquistado sete cadeiras, com 11,7% dos votos.

O partido do primeiro-ministro Jean-Claude Juncker (CSV) conquistou 23 das 60 cadeiras existentes no parlamento. A composição do próximo governo dependerá de negociações entre os partidos para formar uma coalizão. Tanto o CSV, como os socialistas, estão em posição para formar o governo. Para isso irão procurar apoio, incluindo os verdes. Neste sentido, membros da direção do Partido Verde de Luxemburgo alegam que não terão pressa e aguardarão, sem ansiedade.


FONTES DESTA EDIÇÃO: EUROGREENS – DIE GRONEER – GRÖNEER – THE GREENS GROUP/EFA – MILJØPARTIET DE GRØNNE