“A ideologia do PV é a do terceiro milênio, que defende o desenvolvimento com sustentabilidade”, afirma Carlos Marx

Por Marco Sobreiro

 

Um militante histórico do Partido Verde. Assim pode ser definido o jornalista Carlos Marx Alves. Mineiro de nascimento, morou em Brasília de 1961 a 1968 e vive em Osasco há 50 anos – onde possui forte atuação cultural, ecológica e política, com um respeitável currículo na administração pública. Em janeiro de 1987, Marx estava na reunião na Câmara Municipal de São Paulo, com Alfredo Sirkis, quando iniciou-se o movimento que resultou na criação do PV no Estado de São Paulo. Marx liderou a formação inicial do PV nas cidades da região Oeste da Grande São Paulo. São 33 anos de atuação na legenda, sempre defendendo bandeiras como a cultura de paz, a sustentabilidade e o respeito ao meio ambiente.

“Posso dizer que eu já estava no PV mesmo antes de o partido existir, oficialmente”, comenta. O nome Carlos Marx foi uma homenagem do pai, ao filósofo alemão Karl Marx (1818-1883). Como se pode notar, a política sempre esteve presente na família de Carlos, que cresceu e manteve sua militância ativa mesmo nos períodos mais difíceis da história brasileira, como a ditadura militar. “Trabalhei 26 anos na imprensa sindical, em Osasco e muitas outras cidades do Estado e acompanhei de perto, por exemplo, as greves e manifestações ocorridas na década de 80, na região do ABC”, recorda-se.

Com sólida formação ideológica, Carlos Marx entende que o PV tem uma tendência natural de se aliar a partidos de esquerda. “Veja o exemplo atual da França. As recentes eleições deram uma vitória expressiva aos verdes franceses, em algumas cidades em aliança com a esquerda democrática. Historicamente, quase sempre os governos de direita atuaram no sentido de devastar a natureza, desrespeitando regulamentações, a favor de iniciativas como o desmatamento. É o que acontece hoje no Brasil. Tudo o que é contra o meio ambiente está ligado à direita bolsonarista. O PV não compactua com isso”, declara.

Em Osasco, Carlos Marx teve uma atuação administrativa respeitável. Foi assessor de imprensa nas gestões dos prefeitos José Liberatti e Francisco Rossi (73 a 76). Já entre 2005 e 2012, comandou um trabalho reconhecido nacionalmente como secretário municipal de Meio Ambiente, na gestão do prefeito Emídio de Souza. E continuou o trabalho entre 2013 e 2016, já na administração de Jorge Lapas.

Os resultados falam por si. A cidade tinha quatro parques ecológicos e ganhou mais dez. Foram plantadas 70 mil árvores e um trabalho realizado em parceria com estudantes locais identificou cerca de 200 nascentes em Osasco – garantindo uma premiação dos Objetivos do Milênio (ODM), um conjunto de metas definidas pela ONU na defesa do crescimento sustentável do planeta. O projeto das nascentes também foi tema de um documentário produzido pelo jornalista Fernando Gabeira, intitulado “As Nascentes de Osasco”. O projeto de educação ambiental se fortaleceu com a instalação de 3 núcleos, um deles itinerante, dentro de uma moderna carreta.

Hoje, Carlos Marx se dedica ao Coletivo Casaviva Cultural e Ambiental, declarado Ponto de Cultura, que promove ações ambientais, cursos e atividades de música, poesia, teatro, entre outras. Para as eleições deste ano, ele e seus companheiros de diretório trabalham a formação dos pré-candidatos a vereador e a formação da aliança para a disputa da Prefeitura: “Nas últimas quatro eleições, conseguimos colocar um vereador na Câmara de Osasco. Levando-se em conta que são 21 cadeiras em disputa e cerca de 40 partidos atuantes na cidade, é um resultado expressivo, embora nosso objetivo seja eleger dois parlamentares”, finaliza Marx.