“O momento é dos verdes e o PV deve bancar o lançamento de candidaturas próprias”, afirma Jovino Cândido

Por Marco Sobreiro

Liderança histórica do Partido Verde, Jovino Cândido faz uma análise detalhada do momento político vivido pelo Brasil e sentencia: diante da polarização extrema que tomou conta do país, opondo direita e esquerda em uma batalha interminável de acusações e críticas, há um campo aberto para o PV crescer. Ao invés de entrar na disputa, Cândido entende que a legenda deve priorizar o lançamento de candidaturas próprias a prefeito nas eleições deste ano, buscando o maior número possível de concorrentes do partido aos cargos majoritários.

“O PV tem mais de 30 anos de história e o Brasil vive um momento político muito delicado, com uma polarização extrema. Não podemos entrar nesta disputa e alimentar os extremistas. É a hora de o PV bancar candidatos próprios, temos nomes fortes em várias cidades do Estado de São Paulo e há condições de vencer as eleições em muitos municípios”, afirma, lembrando de seu trabalho em Guarulhos, onde mora há 60 anos e construiu uma respeitável carreira política.

Ele relata que o PV de Guarulhos passou por um processo recente de reorganização interna e hoje possui uma chapa consistente de pré-candidatos a vereador, além de contar com um pré-candidato a prefeito – no caso o próprio Cândido, que já foi prefeito da cidade. “Trabalhamos muito para formar uma chapa forte e conseguimos unir qualidade entre os nomes que pretendem disputar a Câmara Municipal. É a hora de buscar nosso próprio espaço, em detrimento da possibilidade de formar alianças, que também existe. Mas acho que a hora é do PV bancar seu crescimento”, diz.

O histórico de Jovino Cândido reforça seu argumento. Após se formar em Direito e trabalhar na Câmara Municipal, em 1996 foi eleito vice-prefeito na chapa encabeçada por Néfi Tales. Cândido acumulou o cargo de vice-prefeito com o de secretário municipal de Esportes, mas, em pouco mais de um ano de mandato, Néfi Tales teve o mandato cassado. Com a cassação de Tales, Cândido assumiu a Prefeitura no dia 15 de setembro de 1998, levando o PV a comandar uma das principais cidades do Estado de São Paulo e do Brasil. Na eleição de 2002, elegeu-se deputado federal por São Paulo com 99.357 votos.

Para ele, a população brasileira hoje está desiludida com a política de uma forma geral. Os partidos mais tradicionais acabam recebendo a maior carga de rejeição, o que não acontece em tamanha escala com o PV. Por isso, na opinião de Cândido, o PV pode se beneficiar do momento e deve, a todo custo, evitar alianças que tragam mais prejuízos do que benefícios:

“O brasileiro de um modo geral considera o sistema político ‘bichado’ e está desacreditado. Não podemos misturar alhos com bugalhos e por isso entendo que é a hora de o PV deixar de ser escada para assumir o protagonismo. Veja que na Europa isso já aconteceu, os verdes cresceram nas recentes eleições na Alemanha e na França. O nosso momento é agora”, finaliza.




“A ideologia do PV é a do terceiro milênio, que defende o desenvolvimento com sustentabilidade”, afirma Carlos Marx

Por Marco Sobreiro

 

Um militante histórico do Partido Verde. Assim pode ser definido o jornalista Carlos Marx Alves. Mineiro de nascimento, morou em Brasília de 1961 a 1968 e vive em Osasco há 50 anos – onde possui forte atuação cultural, ecológica e política, com um respeitável currículo na administração pública. Em janeiro de 1987, Marx estava na reunião na Câmara Municipal de São Paulo, com Alfredo Sirkis, quando iniciou-se o movimento que resultou na criação do PV no Estado de São Paulo. Marx liderou a formação inicial do PV nas cidades da região Oeste da Grande São Paulo. São 33 anos de atuação na legenda, sempre defendendo bandeiras como a cultura de paz, a sustentabilidade e o respeito ao meio ambiente.

“Posso dizer que eu já estava no PV mesmo antes de o partido existir, oficialmente”, comenta. O nome Carlos Marx foi uma homenagem do pai, ao filósofo alemão Karl Marx (1818-1883). Como se pode notar, a política sempre esteve presente na família de Carlos, que cresceu e manteve sua militância ativa mesmo nos períodos mais difíceis da história brasileira, como a ditadura militar. “Trabalhei 26 anos na imprensa sindical, em Osasco e muitas outras cidades do Estado e acompanhei de perto, por exemplo, as greves e manifestações ocorridas na década de 80, na região do ABC”, recorda-se.

Com sólida formação ideológica, Carlos Marx entende que o PV tem uma tendência natural de se aliar a partidos de esquerda. “Veja o exemplo atual da França. As recentes eleições deram uma vitória expressiva aos verdes franceses, em algumas cidades em aliança com a esquerda democrática. Historicamente, quase sempre os governos de direita atuaram no sentido de devastar a natureza, desrespeitando regulamentações, a favor de iniciativas como o desmatamento. É o que acontece hoje no Brasil. Tudo o que é contra o meio ambiente está ligado à direita bolsonarista. O PV não compactua com isso”, declara.

Em Osasco, Carlos Marx teve uma atuação administrativa respeitável. Foi assessor de imprensa nas gestões dos prefeitos José Liberatti e Francisco Rossi (73 a 76). Já entre 2005 e 2012, comandou um trabalho reconhecido nacionalmente como secretário municipal de Meio Ambiente, na gestão do prefeito Emídio de Souza. E continuou o trabalho entre 2013 e 2016, já na administração de Jorge Lapas.

Os resultados falam por si. A cidade tinha quatro parques ecológicos e ganhou mais dez. Foram plantadas 70 mil árvores e um trabalho realizado em parceria com estudantes locais identificou cerca de 200 nascentes em Osasco – garantindo uma premiação dos Objetivos do Milênio (ODM), um conjunto de metas definidas pela ONU na defesa do crescimento sustentável do planeta. O projeto das nascentes também foi tema de um documentário produzido pelo jornalista Fernando Gabeira, intitulado “As Nascentes de Osasco”. O projeto de educação ambiental se fortaleceu com a instalação de 3 núcleos, um deles itinerante, dentro de uma moderna carreta.

Hoje, Carlos Marx se dedica ao Coletivo Casaviva Cultural e Ambiental, declarado Ponto de Cultura, que promove ações ambientais, cursos e atividades de música, poesia, teatro, entre outras. Para as eleições deste ano, ele e seus companheiros de diretório trabalham a formação dos pré-candidatos a vereador e a formação da aliança para a disputa da Prefeitura: “Nas últimas quatro eleições, conseguimos colocar um vereador na Câmara de Osasco. Levando-se em conta que são 21 cadeiras em disputa e cerca de 40 partidos atuantes na cidade, é um resultado expressivo, embora nosso objetivo seja eleger dois parlamentares”, finaliza Marx.




Militante participativo e experiente, José Brito de França é um defensor dos ideais do Partido Verde

Por Marco Sobreiro

 

Um militante participativo e com um histórico invejável de coordenação de campanhas. Assim pode ser definido José Brito de França, ambientalista e membro do PV desde 1998. Em 22 anos de atuação na legenda, Brito ajudou na montagem de chapas, na formação de novos quadros e principalmente na busca de votos nas ruas de forma direta. Dirigente da Estadual do PV, ele também é Secretário de Organização do Diretório do PV na capital paulista. Defensor dos ideais e valores que fundaram o partido, ele mostra otimismo para as eleições municipais deste ano:

“Estamos com a chapa completa aqui em São Paulo, com a cota feminina preenchida e um grupo muito motivado. Nossos desafios para este ano incluem disputar bem as eleições e montar a estrutura das zonais do PV, que consistem em diretórios do partido em cada uma das 58 zonas eleitorais da cidade de São Paulo. Pelo tamanho do município, temos zonas muito grandes, algumas com 300 mil eleitores. Se fossem cidades, haveria até segundo turno”, explica Brito, que nasceu na Bahia, mas gosta de dizer que se “naturalizou cidadão paulistano”.

Com as zonais, o PV aumentará sua capilaridade na maior cidade do Brasil e estimulará a formação de novas lideranças locais – desde Parelheiros, na zona sul paulistana, até a zona norte, por exemplo. E Brito faz questão de frisar a palavra “renovação” como parte do processo de construção permenente de um partido. “Precisamos formar novos quadros, isso é muito importante. É saudável que, num comparativo, as chapas atuais tenham um percentual de cerca de 50% de renovação em relação às chapas de quatro anos atrás. São pessoas com ideias novas”, frisa.

A atuação das zonais permitirá que o PV defina seus candidatos com base em critérios mais objetivos, como densidade populacional, por exemplo. E a diversidade também faz parte deste processo, uma vez que permite a existência de concorrentes com formações distintas, desde os universitários até lideranças comunitárias. “Na nossa chapa atual, por exemplo, temos desde cientistas ambientais até líderes de bairro. As zonais do PV em São Paulo vão aprofundar esse processo, o que é extremamente positivo”, observa, lembrando que todo este trabalho só tem sido possível graças ao apoio do presidente do Diretório Municipal do PV na Capital, José Roberto Tripoli, e de toda a Executiva.

Para a eleição municipal deste ano, Brito acredita que o momento é propício para o PV, devido à forte polarização política que toma conta do Brasil – uma disputa cada vez mais acirrada entre direita e esquerda. “Sempre digo aos nossos pré-candidatos que o PV não é de esquerda, nem de direita, mas para frente. Veja o exemplo europeu atualmente. Os verdes obtiveram vitórias em grandes cidades francesas, como Marselha e Nantes, e além disso o Parlamento Europeu possui 24 representantes verdes”, salientou.

De acordo com Brito, a campanha permitirá que o PV faça um debate sobre os pilares que defende – como a sustentabilidade, a reciclagem do lixo, a energia limpa e o respeito aos recursos naturais, como a água e as florestas, entre outros. “É isso que defendemos e o que temos que apresentar como propostas de governo. Precisamos discutir a cidade, seu futuro e usar como argumento essas propostas. Somos um partido de ideias e onde não há lugar para os estrelismos. Este é o PV”, finaliza.




Alfredo Sirkis morre em acidente de carro em rodovia no RJ

Matéria originalmente publicada no site G1 do Rio de Janeiro

Por Gabriela Moreira e Larissa Caetano*, TV Globo e G1 Rio

 

O ambientalista, político, jornalista e escritor Alfredo Sirkis morreu por volta das 13h50 desta sexta-feira (10), em um acidente de carro no no Arco Metropolitano (BR-493), na Baixada Fluminense. Sirkis morreu no local, aos 69 anos.

A informação foi confirmada pela TV Globo, no local do acidente, e ao G1 por bombeiros, por telefone.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, Sirkis estava sozinho no veículo, um Volkswagem Polo, e seguia em direção à Via Dutra. Na altura do km 74, saiu da pista, bateu em um poste e capotou.

De acordo com pessoas ligadas à família, Sirkis estava indo para um sítio perto de Vassouras, onde iria encontrar a mãe dele e um filho.

Carro bateu em um poste e capotou, na altura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense; Sirkis morreu na hora — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Carro bateu em um poste e capotou, na altura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense; Sirkis morreu na hora — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Acidente no Arco Metropolitana — Foto: Divulgação

Acidente no Arco Metropolitana — Foto: Divulgação

Biografia

Alfredo Hélio Sirkis nasceu no Rio de Janeiro em 8 de dezembro de 1950, filho dos imigrantes judeus-poloneses Herman Syrkis e Liliana Syrkis.

Estudou em escolas particulares tradicionais da cidade até passar para o Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CAp/UFRJ), onde se iniciou na política estudantil, na coordenação do grêmio.

Participou das manifestações contra a ditadura civil-militar de 1964, incluindo a Passeata dos Cem Mil, em junho de 1968.

Integrou grupos que praticavam ações de guerrilha urbana (Vanguarda Popular Revolucionária) contra o regime, incluindo sequestros de diplomatas. Em 1971, Sirkis se exilou no Chile, Argentina e Portugal, regressando ao Brasil em 1979, com a Lei da Anistia.

Sirkis participou em um bate-papo virtual no dia 26/6 — Foto: Reprodução/Centro Brasil no Clima

Sirkis participou em um bate-papo virtual no dia 26/6 — Foto: Reprodução/Centro Brasil no Clima

Como jornalista, atuou nas revistas “Isto É” e “Veja”, além de colaborar para vários outros jornais. Foi ainda roteirista na TV Globo, na série “Tele-tema”.

Autor de nove livros, ganhou o Prêmio Jabuti de 1981 por “Os Carbonários” (1980). Havia acabado de lançar seu último livro, “Descarbonário”.

Sirkis foi um dos pioneiros na luta pela preservação do meio ambiente no Brasil, e um dos fundadores do Partido Verde, em janeiro de 1986. Em 1991, assumiu a presidência nacional do partido. Nas eleições de 1998, ele foi candidato à presidência da república pelo PV.

Entre outubro de 2016 e maio de 2019, foi o coordenador Executivo do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC). Atualmente, era diretor executivo do Centro Brasil no Clima.

Sirkis foi também deputado federal, vereador por quatro mandatos no Rio de Janeiro, secretário municipal de Urbanismo, secretário municipal de Meio Ambiente e presidente do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP).

 




Partido Verde da cidade de São Paulo lançará o programa #SeLiga16No43

O Diretório do Partido Verde da cidade de São Paulo lançará o programa #SeLiga16No43, a ideia é convidar jovens de 16 anos para participar dos diálogos digitais que o PV vem promovendo. O primeiro encontro será na próxima semana, se você é jovem e desejar participar mande um zap para o número 11 93337 4343, com a #SeLiga16, vamos enviar o convite com o link para as lives.

Mais informações acesse: www.pvsaopaulo.org.br

#SeLiga16 #VemPro43




Representante do PV na Assembleia, Reinaldo Alguz é entusiasta da mudança da matriz logística

Por Marco Sobreiro

 

Representando o Partido Verde na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Reinaldo Alguz tem realizado um trabalho em defesa do desenvolvimento sustentável, da saúde, da assistência social, do meio ambiente e da infraestrutura urbana no parlamento paulista. Com atuação política destacada na região Centro-Oeste paulista, Alguz cumpre seu quarto mandato na Casa e tem conseguido importantes avanços para o estado.

 

Um deles é o projeto de mudança da matriz logística do Estado de São Paulo, que garantirá investimentos de cerca de R$ 6 bilhões, assegurando a geração de empregos e renda dentro de uma visão de desenvolvimento econômico sustentável. No dia 27 de maio, ocorreu a assinatura da renovação do contrato de concessão da Malha Paulista – um projeto ao qual o deputado se dedicou durante mais de uma década e que contou também com a colaboração do ex-deputado federal Evandro Gussi e do atual parlamentar Enrico Misasi, ambos do PV.

 

“Desde o começo do meu trabalho como parlamentar, sempre pensei em como criar meios para desenvolver nossa região e avançar na infraestrutura para que pudéssemos ir mais longe, garantindo emprego e renda para as famílias com o crescimento econômico do estado de São Paulo”, conta Alguz. “Para realizar sonhos tão grandes é preciso perseverar diante dos obstáculos, trabalhar muito e promover a união para que possamos ver o bem comum acontecer”.

 

A reativação da malha ferroviária significa mais rapidez no escoamento da produção agrícola, redução de custos, maior segurança para as cargas, ampliação da competitividade das nossas mercadorias e diminuição substancial das emissões de gás carbônico – o que contribuirá para que o setor de transportes atinja as metas previstas pela Política Estadual de Mudanças Climáticas.

 

“A reativação da malha trará investimentos sem precedentes para o Oeste e o Noroeste paulista, revolucionando a matriz logística de cargas no estado de São Paulo”, explica o deputado. “E ligará toda a nossa região ao porto de Santos e ao mundo, trazendo desenvolvimento, emprego e renda, o que nos ajudará a superar a crise”.

 

Essa conquista se soma, assim, a outros projetos de Alguz que foram concretizados através do seu mandato na Assembleia. Entre eles, estão duas leis de repercussão econômica e ambiental que tiveram origem a partir de projetos de sua autoria: a lei nº 14.691, que prevê o uso de asfalto oriundo da reciclagem de pneus velhos na conservação das rodovias paulistas, e a lei nº 15.303, que institui o programa estadual de incentivo ao uso de óleo lubrificante reciclado. “Tudo isso só é possível porque nós nos unimos”, ressalta o deputado. “Não há outro caminho para a política a não ser o da unidade”.