Anna Fernandes: eficiência que garante a sólida estrutura administrativa do PV

Por Marco Sobreiro

 

Em 19 anos dedicados ao PV, Anna Fernandes trabalhou com cinco presidentes, participou de várias eleições – em duas delas como candidata, em 2014 e 2018 – e principalmente ajudou a montar a sólida estrutura administrativa do partido. Secretária de Administração do PV paulista, ela também é gerente administrativa da legenda. Comunicativa,  Anna conversa diariamente com lideranças de vários municípios paulistas e conhece como poucos a organização da sigla.

“Sempre gostei do PV, conheço todas as pessoas aqui dentro e se um dia deixar de trabalhar no partido, sairei também da política. Não trabalharei em nenhuma outra legenda”, afirma. Formada em Administração de Empresas, Anna lida com todas as demandas da estrutura partidária, como pagamentos, documentação e formação de diretórios municipais, por exemplo. Cumpre expediente em São Paulo e garante: o PV está crescendo após experimentar um período de retração.

“Já tivemos mais de 500 diretórios municipais, atualmente estamos com quase 300 e trabalhando para avançar cada vez mais”, afirma, acrescentando que a pandemia do Coronavírus ainda traz uma série de dúvidas sobre o pleito. O Diretório Estadual do PV está atuando na formação de novas lideranças em várias cidades paulistas e se preparando para a disputa eleitoral.

Ela destaca o trabalho dos colegas da executiva, como, por exemplo, a liderança do presidente Marcos Belizário e capacidade de articulação do secretário de organização, Beto Trícoli, bem como a secretária de Assuntos Jurídicos, Maria Marta de Oliveira. A área de comunicação, comandada por Romildo Campello, também recebe elogios: “O Romildo está trabalhando muito bem e passando as mensagens do partido, além de manter contato permanente e dar suporte aos diretórios municipais”, diz. “O Beto Tricoli e a dra. Marta também têm uma atuação muito importante nas cidades”, completa.

Quando o assunto é política nacional, Anna Fernandes destaca o compromisso permanente do PV com a sustentabilidade, o respeito à natureza, a preservação da água, a destinação correta dos resíduos sólidos e a gestão eficiente. Afirma que o presidente Jair Bolsonaro tem atitudes que não são compatíveis com o cargo que ocupa: “Ele comete atos de grosseria, xinga e ofende jornalistas, essa não é a postura que se espera de um presidente da República”, observa.

Também não demonstra simpatia pela esquerda: “Também não gosto e nunca votei no PT”, diz. Para Anna Fernandes, a polarização atual, em que as pessoas ficam divididas em dois pólos opostos – direita contra esquerda – é prejudicial ao país e acaba escondendo várias outras possibilidades e propostas, como os valores que norteiam o PV, por exemplo. “O Brasil está muito dividido e isso não é bom, somos um só povo e sempre vivemos em harmonia”, frisa.




“O PV foi pioneiro na inclusão do tema diversidade, antes mesmo dos partidos de esquerda”, afirma André Cagni

Por Marco Sobreiro
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Se hoje o tema diversidade faz parte do debate político no Brasil, isso se deve ao pioneirismo do PV, que incluiu a pauta em seu programa de forma efetiva e visível. A avaliação é de André “Pomba” Cagni, secretário estadual de Direitos Humanos e Diversidade do partido. Jornalista e produtor cultural histórico em São Paulo, Cagni lembra que o termo diversidade não inclui apenas a temática LGBTI, mas também a população negra, indígena, pessoas com deficiência e as religiões afro.

“O PV foi o primeiro partido a discutir esses temas, muito antes dos partidos de esquerda, que hoje buscam atrair esse público”, afirma Pomba, acrescentando que muitas vezes os objetivos eleitorais dessa ligação são maiores do que os compromissos práticos, como a elaboração de políticas públicas eficientes, por exemplo.

Mas a esquerda não é a única a ser criticada: a polarização política que domina o país atualmente leva Pomba a também não poupar a direita. Para ele, o atual presidente vai muito além: atua para forçar um rompimento institucional, com ataques constantes e cada vez mais diretos à democracia. Isso sem falar na falta de propostas para crise econômica que afeta o país, agravada sensivelmente com a pandemia do Coronavírus.

“Bolsonaro sempre demonstrou desprezo pela cultura e, ao fazer isso, compromete toda a cadeia da economia criativa que é de suma importância para o Brasil”, pontua. Lembra com saudade do tempo em que atuou na Secretária de Estado da Cultura na festejada gestão José Luiz Penna/Romildo Campello, e enxerga com tristeza que esse retrocesso nas políticas públicas de cultura também atingiu o Estado de São Paulo.

O vácuo deixado pelo Governo Federal no apoio à população acaba sendo preenchido por entidades e ONGs. Uma delas é a Associação Cultural Educacional e Social Dynamite (ACESD). A entidade é gestora do Centro de Cidadania LGBTI Laura Vermont – Leste e do Centro de Cidadania LGBTI Luana Barbosa dos Reis – Norte (do qual Pomba é o coordenador) e já distribuiu 500 cestas básicas a cidadãos em situação de vulnerabilidade.

Para Pomba, o PV pode e deve ocupar um espaço privilegiado em meio a esta polarização política. Enquanto os dois extremos ideológicos se retroalimentam, o PV surge como uma opção caracterizada por valores universais como a sustentabilidade, a gestão eficiente, o respeito ao meio ambiente e a diversidade, entre outros.

“Aos poucos, a sociedade começa a perceber o quanto essa polarização esquerda/direita é danosa. Embora ainda não creia que seja visível já na eleição municipal deste ano, a necessidade de uma alternativa vai aparecer mais forte na eleição de 2022”, analisa, para completar com uma frase de Fernando Gabeira que sintetiza o papel do partido: “O PV não está nem à direita nem à esquerda, está à frente”.




Nota de Pesar pelo falecimento da Sra Clotilde Belizário

Nós militantes, filiados e dirigentes do Partido Verde do Estado de São Paulo manifestamos nosso pesar pelo falecimento da senhora Clotilde Belizário, mãe do nosso amigo e Presidente Estadual Marcos Belizário.

O momento de isolamento social não permite que possamos nos abraçar, mas que o nosso sentimento de solidariedade e pesar possa chegar a todos os seus familiares juntamente com nossas homenagens.




Ferrovias: mais empregos e menos emissões

Após anos de trabalho intenso em defesa da ampliação da malha ferroviária paulista, divido com vocês uma notícia que mudará o sistema logístico de transporte no Estado de São Paulo, o Ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes autorizou o novo contrato para a ampliação da malha paulista.

Desde o começo do meu trabalho como parlamentar, sempre pensei em como criar meios para desenvolver diversas regiões do Estado e avançar na infraestrutura para que pudéssemos ir mais longe, garantindo emprego e renda para as famílias com um desenvolvimento econômico  sustentável. Motivado por isso, me dediquei por todos esses anos ao projeto da reativação da malha ferroviária paulista.

Minha equipe e diversas lideranças políticas partilhamos do mesmo sonho, com isso em mente, desenvolvemos vários estudos técnicos de viabilidade econômica para atrair investidores. A empresa Rumo Logística aprofundou e aprimorou os estudos, e foi essencial para validar as propostas de investimento na malha paulista. Então organizei diversas audiências públicas com autoridades de várias instâncias para tornar esse sonho uma realidade.

Depois de várias reuniões técnicas, como as de revisão da proposta de investimentos, a ANTT deu parecer favorável à reativação da malha paulista e o TCU concluiu sua análise, atestando a legalidade da proposta e a sua relevância para o interesse público.

A reativação da malha trará investimentos sem precedentes para o Estado de São Paulo, revolucionando a matriz logística de cargas. E ligará diversas regiões ao porto de Santos e ao mundo, trazendo desenvolvimento, emprego e renda, que nos ajudarão a superar a crise. Para realizar sonhos tão grandes é preciso perseverar diante dos obstáculos, trabalhar muito e promover a união para que possamos ver o bem comum acontecer.

A reativação da malha ferroviária significa mais rapidez no escoamento da produção agrícola, redução de custos, ampliação da competitividade das nossas mercadorias e diminuição substancial das emissões de CO2 a partir da redução do uso combustíveis fósseis usados no transporte rodoviário.

Vale destacar que das metas de emissões do Estado de São Paulo que constam na lei nº 13.798 que instituiu a Política Estadual de Mudanças Climáticas – PEMC, aprovada na Assembleia Legislativa, o único setor que ainda não conseguiu atingir as metas, é o setor de transporte, com a ampliação das ferrovias, tenho certeza que nos próximos anos atingiremos esse objetivo e daremos uma substancial contribuição para redução das mudanças climáticas.

Mais ferrovias, significa mais emprego, renda, desenvolvimento e menos emissões.

Reinaldo Alguz

 

artigo originalmente publicado no site https://www.pvsaopaulo.org.br/ferrovia

 




“Vivemos um retrocesso gigantesco, mas acredito na força da cultura”, afirma secretária de Formação do PV paulista

Por Marco Sobreiro

 

O fim do Ministério da Cultura e a criação da Secretaria Especial de Cultura, ligada ao Ministério do Turismo, foi um grande retrocesso para o Brasil, em diversos sentidos. Esta é a opinião da gestora e produtora cultural Mariana Perin, secretária de formação do PV paulista e secretária de Comunicação do PV nacional. Se a perda de autonomia, de referências e de estrutura causada pela extinção do ministério trouxe reflexos negativos, Mariana demonstra otimismo e acredita em tempos melhores, graças à força da cultura e a uma nova era que deve surgir após o fim da pandemia do Coronavírus.

 

“Sem um Ministério da Cultura, perdemos autonomia. A cultura dos povos indígenas, por exemplo, não é uma atribuição só da área de meio ambiente. O resgate da memória dos povos africanos precisa de ações efetivas, como reparação de danos históricos, que também faz parte do setor cultural. Entendo que vivemos um retrocesso gigantesco. Mas vejo que essa pandemia está mostrando a importância do contato entre as pessoas, do convívio que perdemos temporariamente. E após esse período teremos uma nova era, com mudanças positivas que também se refletirão na área cultural”

 

Com atuação politica em São Caetano do Sul, Mariana ingressou no PV aos 16 anos e está há 21 no partido. Para ela, o ‘fazer cultural’ sempre foi uma marca da legenda, o que pode ser visto em seus membros históricos, como o jornalista Fernando Gabeira, por exemplo. “Além disso, muitas lideranças nossas, como o José Luiz Penna e o Romildo Campello, foram secretários estaduais de Cultura. Temos esse compromisso”, afirma.

 

Ainda que Mariana demonstre otimismo quanto ao cenário pós-pandemia, ressalta que o setor cultural foi o “primeiro que parou as atividades e deve ser o último a voltar” durante o  período atual de combate ao coronavírus. Áreas como a economia da cultura e a cultura criativa sofrerem impactos significativos, observa. Eventos como musicais e peças de teatro empregam muitas pessoas, direta e indiretamente, e também estão sentindo o impacto do isolamento social.

 

Exemplos históricos, porém, ajudam Mariana a manter o pensamento positivo. Na Revolução Francesa, lembra, a população apontou a cultura como área que deveria receber investimentos após a queda da monarquia. E durante a gripe espanhola, os cidadãos deixaram temporariamente de frequentar teatros, mas retomaram a tradição assim que a situação se normalizou.

 

Eleições e internet

 

Sobre as eleições municipais, Mariana diz que o adiamento para novembro ou dezembro seria uma solução adequeda, o que deve aumentar o peso da internet no trabalho da divulgação de ideias e propostas. Já o papel das redes sociais no cenário político merece uma análise mais detalhada: “É necessário que o Congresso Nacional criminalize as fake news, que se tornaram uma ferramenta de desinformação e de propagação de discursos de ódio”, frisa.

 

Já para a área cultural, Mariana destaca o potencial positivo das redes sociais – que poporcionam meios de conexão de divulgação de ações. “Há algum tempo tivemos os chamados ‘rolezinhos’, que foram criticados e vistos de forma negativa, assim como o funk. Mas eu acho o contrário: entendo que as redes sociais desempenham um papel muito bom neste sentido, pois permitem que os jovens estabeleçam contato e dêem vazão a suas manifestações culturais”, completa.




“A pandemia do Coronavírus infelizmente foi politizada no Brasil”, afirma secretário de Mobilização do PV Paulista

Por Marco Sobreiro

 

Uma pandemia grave, mas que poderia ter sido combatida desde o início com uma combinação de isolamento severo, fiscalização e apoio à população mais vulnerável. Essa é a análise do secretário de Mobilização do PV paulista, Édson Bueno, assessor do vereador paulistano Gilberto Natalini. Pós-graduado em gestão hospitalar, Bueno trabalhou na área e entende que no Brasil a questão foi, infelizmente, politizada. Em meio a disputas sobre questões como o isolamento e a preocupação com a economia, a população e a saúde pública estão sendo penalizadas.

 

“Uma vacina não se cria, ela tem que ser desenvolvida e passar por uma série de etapas. Várias iniciativas desse tipo já estão em andamento no mundo hoje em dia, mas ainda levará algum tempo para que a vacina possa ser aplicada de forma efetiva e com segurança. Enquanto isso, a única alternativa é o isolamento intenso, aliado ao cuidado com as pessoas que precisam de apoio econômico. Os países que fizeram isso tiveram bons resultados, que começam a aparecer agora. Mas aqui tivemos uma politização que já dura quase dois meses e o número de casos só vem crescendo”, afirma.

 

Bueno entende que a saúde pública é prioridade e isso faz com que a eleição municipal fique em segundo plano, inclusive cercada de indefinições. Por enquanto, segundo ele, vale o que está definido na legislação, mas qualquer iniciativa que cause aglomeração de pessoas será descartada. O adiamento da eleição para dezembro, uma hipótese que vem sendo debatida atualmente, também possui pontos que precisariam de maior esclarecimento, como prazo para recurso e diplomação: “Temos que aguardar o que será definido”, observa.

 

Enquanto isso, prossegue Bueno, o PV está se preparando. Ele relembra que a campanha de Gilberto Natalini ao Governo do Estado, em 2014, proporcionou ao partido levar suas propostas a todos os municípios paulistas. Temas como a sustentabilidade, o respeito à natureza, o cuidado na gestão de resíduos sólidos e dos cursos d’água, entre outros, foram pontos debatidos com a população. Outra ação positiva foi o trabalho de Natalini na Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, na Capital, durante o mandato do prefeito João Doria, em 2017.

 

“Tanto na campanha para o Governo do Estado, como na gestão na Secretaria do Verde e Meio Ambiente, tivemos a oportunidade de manter contato com uma parcela da população que se preocupa realmente e que possui compromisso com o meio ambiente. São membros de conselhos, pessoas que ajudam na conservação de parques e reservas naturais. Trata-se de uma rede de apoio muito sólida, formada por pessoas que colocam seus ideais acima de outros interesses”, completa.




NOTA DE REPÚDIO

Expressamos nosso repúdio à fala do Major Olímpio, líder do PSL no Senado, que em live afirmou: “… mulher que trepa gritando não é defeito, é qualidade”.
O referido vídeo circula pelas redes sociais (https://youtu.be/4dnySbOigns), representando grande constrangimento às mulheres, em particular, e à sociedade, em geral, prestando um desserviço à nação.
E essa mentalidade machista e abusiva tem sido um dos principais estímulos para a violência doméstica e para a certeza da impunidade.
A sociedade espera que os “representantes do povo” tenham atitudes dignas, dentro dos padrões de moralidade e civilidade, não recorrendo a gritos, chavões e outras manifestações de grosseria, que lamentavelmente têm se tornado habituais em certos meios sociais e políticos.
Lutamos pela justiça social, pela superação dos preconceitos de todos os tipos e pelo fim das agressões frequentemente cometidas contra as mulheres, sejam elas de ordem física, moral, psicológica ou verbal.
As manifestações de machismo e o tom de deboche usado pelo referido senador, reforçam a desvalorização e a coisificação da mulher, representando a continuidade das práticas de desqualificação, abuso, assédio, violência e feminicídio que tantos males e prejuízos causam à humanidade.

Nancy Ferruzzi Thame
Vereadora (PV) e Procuradora Especial da Mulher (Piracicaba – SP)




Para Chico Sardelli, atuação política deve ser marcada por ações que se tornem conquistas

Por Marco Sobreiro

Um homem público experiente e que dedica sua atuação política para a conquista de resultados práticos e efetivos para a sociedade. Assim pode ser definido Chico Sardelli, presidente do PV de Americana e uma das principais lideranças do partido no Brasil. Em sua trajetória como deputado federal e estadual, Sardelli já apresentou mais de 130 projetos, tem 40 leis aprovadas, além de diversos requerimentos de informação e indicações. Todas as ações refletem sua preocupação com os interesses da sociedade.

“O maior desafio para um homem público é administrar o tempo que ele leva entre uma ação e outra. Creio que um mandato responsável tem entre suas demandas a administração de soluções e necessidades. Meu trabalho é totalmente voltado para isso: ações que sejam conquistas! Conquistas que melhorem a vida das pessoas”, afirma.

Administrador de empresas, Sardelli construiu uma sólida carreira pública. Exerceu dois mandatos como deputado federal e três como deputado estadual. Também tem importante atuação no meio esportivo: foi presidente do Rio Branco, tradicional equipe de futebol de Americana, estando à frente do clube na conquista do acesso à primeira divisão do Paulistão, em 1990. É vice-presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF).

Sardelli acompanha de perto a pandemia do novo Coronavírus. Na passagem do Dia do Trabalho, ele prestou uma homanegam aos homens e mulheres que estão na linha de frente no combate à crise. São profissionais da saúde, entregadores, trabalhadores dos supermercados, profissionais da limpeza, entre outros tantos que desempenham um papel crucial na superação dessa difícil situação. “Que através deles, todos os demais trabalhadores sejam lembrados. Esperamos que em breve, estejamos novamente todos juntos, lutando para uma sociedade mais próspera e justa”, diz.

Mas ele está preocupado com a economia. Sardelli lembra que, apoiados pela população, prefeitos da região de Americana se organizam para autorizar a reabertura do comércio de forma gradual, responsável e segura. O medo dos impactos financeiros e do desemprego leva cidadãos e governantes a desejarem a retomada da economia, numa tentativa de salvar ao menos o segundo semestre no Brasil. “Americana anseia retomar a rotina, trabalhar, produzir. Uma das maiores belezas de nossa cidade é justamente a força de seu povo empreendedor e sempre pronto para superar desafios impostos por terceiros”, observa.

Pré-candidato a prefeito de Americana, Sardelli acredita em pilares como o fortalecimento da indústria, do comércio, do setor de serviços. E utiliza uma palavra italiana para resumir o momento que o Brasil vive: “Attraversiamo”, uma das palavras mais bonitas do italiano, idioma de meus ascendentes. A tradução literal para o português é ‘atravessamos’, é bela pela sua sonoridade. Mais bonita ainda porque implica o ato de atravessar, mudar, avançar, e está conjugada no plural, acompanhando o pronome nós, em italiano, “noi”, finaliza, acreditando que a união será fundamental para que a sociedade brasileira este momento difícil e retome seu caminho de crescimento e progresso.




Brasileiras recebem maior prêmio de conservação ambiental do mundo

matéria originalmente publicada no site Ciclo Vivo de autoria da jornalista Natasha Olsen: https://ciclovivo.com.br/planeta/meio-ambiente/brasileiras-recebem-maior-premio-de-conservacao-ambiental-do-mundo/

 

Em um momento tão difícil para ambientalistas no Brasil, duas cientistas brasileiras recebem o o maior prêmio da conservação ambiental do mundo e inspiram todos que trabalham e lutam pela conservação do meio ambiente.

Conhecido como Oscar Verde, o prestigiado Whitley Awards, do Whitley Fund for Nature (Reino Unido), divulgou no dia 29 de abril os seus grandes vencedores do ano. Ambas são pesquisadoras da ONG IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas

Patrícia Medici recebeu o Gold Award, principal premiação da fundação, pelo seu trabalho de décadas com a anta – a engenheira florestal é responsável por ter criado o maior banco de dados sobre a espécie do mundo.

“Receber este prêmio é extremamente importante, particularmente pelo momento pelo qual passamos. Mais do que nunca, precisamos ressaltar a importância de manter o equilíbrio de nossos ecossistemas. A atual crise de pandemia que vivemos está intimamente conectada com a destruição de nossos ecossistemas e com a forma como lidamos com a natureza. Nunca na história vimos tantos impactos causados por nós seres humanos na natureza. Agir agora é sumamente importante para que possamos reverter os impactos das emergências climáticas e evitar futuras extinções de nossa vida selvagem. Conservacionistas como eu devem participar ativamente na definição da agenda ambiental na próxima década”, alerta Patricia.

Gabriela Cabral Rezende recebeu o Whitley Award, oferecido também a mais cinco conservacionistas de outros países, pelo seu trabalho de conservação do mico-leão dourado, mais uma espécie que infelizmente está ameaçada pela ação humana no planeta.

“A inspiração em pesquisadores pioneiros é a energia que me faz avançar. Enquanto conservacionista, meu sonho é salvar espécies ameaçadas de extinção. Fazer a diferença para uma espécie e seu habitat é o caminho que encontrei para deixar um planeta melhor para as gerações futuras e inspirá-las a se envolver com a conservação, seja profissionalmente ou nas ações do dia-a-dia. Com o prêmio, espero também poder motivar outras cientistas mulheres a atuar pela conservação ambiental”, conta Gabriela.

O prêmio é entregue anualmente em cerimônia oficial em Londres, pelas mãos da Princesa Real Princess Anne. Este ano a cerimônia foi foi adiada em função da pandemia, mas os vencedores receberão seus respectivos prêmios: reconhecimento por seus feitos na conservação de espécies ao redor do mundo e recursos financeiros a serem aplicados na continuidade de seus projetos.

Patrícia Medici – WHITLEY GOLD AWARD

O grande prêmio do Whitley Fund for Nature (WFN) – o Whitley Gold Award – foi para Patrícia Medici, coordenadora da INCAB – Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira, projeto do IPÊ, instituto do qual é cofundadora. Patrícia foi a primeira personagem do projeto Mulheres na Conservação – você pode conhecer a história desta heroína da natureza clicando aqui.

Há 24 anos liderando ações de conservação da anta brasileira e seu habitat, o trabalho de Patrícia deu origem ao maior banco de dados sobre a espécie no mundo. Suas contribuições para o estudo da espécie e para a ciência de maneira geral são inspiração para estudantes e pesquisadores de diversos países.

As ações de Patrícia reúnem pesquisa de campo, práticas de conservação, educação ambiental, comunicação, treinamento e capacitação. Soma-se a isso o desenvolvimento de planos para redução de ameaças e políticas públicas que beneficiam a espécie e seus habitats. Os resultados deste trabalho têm sido impactantes para a vida não só das antas como também de outras espécies animais e vegetais e seres humanos em vários biomas: Mata Atlântica, Pantanal, Cerrado e, agora com o prêmio, na Amazônia.

“Ao estudar e defender a causa da conservação da anta brasileira, estamos defendendo também as nossas próprias vidas, nossos recursos naturais e nossa saúde. Considerada a jardineira das florestas, a anta promove a renovação desses ambientes através da dispersão de sementes. Diversas espécies de plantas somente existem porque suas sementes passam pelo trato digestivo da anta. A anta ‘brinca’ com a composição e diversidade da floresta e é grandemente responsável pela formação e manutenção da integridade desses ambientes”, explica Patrícia.

A anta é o maior mamífero terrestre da América do Sul e é considerada um fóssil vivo que sobreviveu a diversas ondas de extinção ao longo de milhões de anos de sua história evolutiva. No entanto, a espécie enfrenta agora uma variedade de ameaças causadas pelo homem, incluindo a destruição e fragmentação do habitat devido à expansão da agricultura em larga escala, pecuária, atropelamentos em rodovias, caça, mineração, entre outras.

Apesar de ser tão importante para os ecossistemas, a anta sofre de um estigma que só existe no Brasil, o de ser considerado um animal com pouca inteligência. Para resolver este problema e levar mais informações para as pessoas, Patrícia, sua equipe e demais apoiadores da causa mantêm uma hashtag nas redes sociais: #antaÉelogio.

Para a pesquisadora, a comunicação com o grande público é fundamental para que a ciência alcance mais pessoas e para que se tenha uma maior compreensão sobre a importância da biodiversidade não só para animais silvestres, mas também para os seres humanos, que são parte dessa biodiversidade.

Patrícia cita como exemplo o trabalho da INCAB no Cerrado do Mato Grosso do Sul, que identificou o impacto causado por agrotóxicos e por os acidentes com veículos em rodovias, ameaças que têm reduzido o número de antas no bioma.

“Temos que pensar que tanto os agrotóxicos quanto os atropelamentos em rodovias têm impactos sobre a vida silvestre e também sobre nós, seres humanos. Muitas pessoas são seriamente afetadas pelo uso indevido de agrotóxicos. As nossas pesquisas mostram também que muitas pessoas perdem suas vidas em colisões com antas nas rodovias brasileiras, sobretudo pela falta de medidas de segurança que impeçam a travessia dos animais e falta de sinalização”, conta Patrícia.

“Juntamente com os Ministérios Públicos (Estadual e Federal), estamos usando nossa base de dados de pesquisa para requisitar aos governos estadual e federal a implementação de medidas eficazes para combater e mitigar essas problemáticas. É para isso que contamos com a ciência e os cientistas, para a aplicação de seus resultados na prática, para o bem de todos”, defende a engenheira florestal.

O Whitley Fund for Nature (WFN) tem apoiado o trabalho de Patrícia pelos últimos 12 anos, contribuindo enormemente para a expansão das ações da INCAB por todo o Brasil. Patrícia iniciou sua pesquisa na Mata Atlântica em 1996 e, com ajuda do fundo, ampliou os esforços para o Pantanal em 2008 e para o Cerrado em 2015.

O prêmio será utilizado para o fortalecimento do trabalho da INCAB em todo o país. Na Mata Atlântica, parte do recurso será usada para uma reavaliação da população de antas no Parque Estadual Morro do Diabo. No Pantanal, as antas continuarão sendo monitoradas por meio de telemetria e de rastreamento por armadilhas fotográficas.

No Cerrado, o trabalho busca estratégias para evitar que as antas sejam atropeladas em rodovias e também resolver as questões de contaminação por agrotóxicos e caça furtiva, em uma paisagem que enfrenta ameaças crescentes como o epicentro do desenvolvimento do Brasil. O novo trabalho na Amazônia se concentrará no estudo e na redução de ameaças a antas ao longo do arco sul do desmatamento nos estados de Mato Grosso e Pará.

“O trabalho de Patrícia é vital para combater o desmatamento no Brasil e proteger esta espécie incrível que é a anta. Sua dedicação à pesquisa, à educação e à capacitação são um exemplo brilhante de um trabalho eficaz. Patrícia Medici é uma voz forte da conservação no Brasil e no mundo. Temos o privilégio de poder continuar a oferecer nosso apoio a esta causa”, disse Edward Whitley, fundador da WFN.

Veja abaixo o vídeo que a Fundação Toyota do Brasil fez sobre o trabalho de Patricia Medici:

https://www.facebook.com/watch/?v=227499521587717

Gabriela Cabral Rezende – WHITLEY AWARD

A bióloga Gabriela Cabral Rezende coordena o Programa de Conservação do Mico-Leão-Preto, do IPÊ, um dos mais longevos programas de conservação do Brasil, o qual completou recentemente 35 anos. A pesquisadora e mais cinco cientistas de outras partes do mundo concorreram com mais de 100 outros inscritos e foram reconhecidos com o Whitley Award 2020, com o prêmio de 40 mil libras, cada um, valor este a ser investido em seus projetos.

Há nove anos, Gabriela herdou o programa do primatólogo Claudio Padua, cofundador do IPÊ e o primeiro brasileiro a ganhar o Whitley Award, em 1999. No extremo oeste do estado de São Paulo, a base principal do projeto é a região do Pontal do Paranapanema, que possui o maior remanescente florestal da Mata Atlântica do Interior – um dos últimos hotspots de biodiversidade global.

Com uma extensão de 1,3 milhões de km2, apenas 14% da Mata Atlântica ainda permanece devido à conversão de florestas em vastas plantações de cana-de-açúcar e fazendas de pecuária. Com apenas 1.800 micos-leões-pretos ainda sobrevivendo na natureza, seu habitat remanescente é altamente fragmentado, com populações pequenas, desconectadas e isoladas.

“O mico-leão-preto só existe no estado de São Paulo. Tanto que é a espécie símbolo do estado. Temos a responsabilidade de garantir sua existência. Estou extremamente agradecida pelo prêmio, que nos ajudará a continuar um trabalho de conservação que precisa ser de longo prazo, para que possamos ver os resultados”, afirmou Gabriela.

Gabriela e equipe trabalham para proteger esses micos-leões-pretos por meio de pesquisa científica, educação ambiental e restauração florestal. Com a parceria de comunidades, o IPÊ realiza restauração de corredores florestais que conectam diferentes fragmentos florestais. A ação contribui com a capacitação e geração de renda da população: nove viveiros comunitários e plantios agroflorestais ajudam a formar os corredores. O maior deles é também o maior do Brasil, com mais de 20 quilômetros e mais de 2,5 milhões de árvores.

O financiamento do Whitley Award permitirá que Gabriela e a equipe do IPÊ plantem mais corredores. O objetivo é conectar todas as populações de mico-leão-preto em uma área de floresta contínua de cerca de 45 mil hectares (45 mil campos de futebol).

Além disso, a pesquisadora pretende transferir grupos de micos-leões-pretos para porções de florestas mais adequadas para sua sobrevivência e fazer com que estejam presentes em toda essa extensão de floresta. Isso é parte de um plano para prevenir a consanguinidade genética e garantir que esses pequenos primatas tenham os recursos necessários para sobreviver. Os esforços educacionais do IPÊ pela espécie continuarão na região.